sábado, 11 de junho de 2011

Italianos ficam com totalidade da Sociedade Térmica Portuguesa e 40 por cento da ENEOP


A venda de 50 por cento da operadora de energia eólica à Enel Green Power Espanha já foi concretizada pela Sonae Capital, anunciou hoje a empresa num comunicado pela Comissão de Valores de Mercados Mobiliários.







Esta alienação, que estava prevista desde Março e aguardava pela "luz verde" da Autoridade de Concorrência, significa que a Sociedade Térmica Portuguesa (STP) passa a estar a 100 por cento nas mãos da subsidiária espanhola da Enel Green Power, que já detinha os restantes 50 por cento da STP e se dedica às energias renováveis.

A Sonae Capital fez esta venda à Finerge-Gestão de Produtos Energéticos, subsidiária do grupo de energia. A operação rendeu à sociedade do grupo Sonae um encaixe de 36,9 milhões de euros e deverá ter impacto positivo de 22,9 milhões de euros nos resultados consolidados de 2011, de acordo com estimativas divulgadas em Março passado.

Em comunicado, a Enel Green Power Espanha informa hoje que a nova aquisição “acrescenta 30,8 MW em Portugal”, que se juntam aos restantes activos da empresa em território nacional, totalizando agora 177 MW de capacidade instalada. O grupo italiano Enel é também o maior accionista da espanhola Endesa, onde detém mais de 92 por cento do capital.

A STP conta actualmente com participações em 13 centrais de co-geração e em dois parques eólicos em Portugal, além de outros 20 por cento na ENEOP, consórcio no qual a Enel Green Power Espanha já detinha outros 20 por cento através da Finerge.

Assim, a empresa passou a deter 40 por cento da ENEOP, consórcio que tem uma autorização para construir um total de 1.200 MW em instalações eólicas em Portugal, até 2013. A ENEOP produz também aerogeradores no Norte do país.

sexta-feira, 3 de junho de 2011


Carlos Costa alerta para «período muito difícil na sociedade portuguesa»
Por Redacção

O Governador do Banco de Portugal afirmou, esta sexta-feira, que não vale a pena «esconder» a situação «muito difícil» que Portugal atravessa e apelou à criação de um «movimento voluntário» para fazer face à crise.

«Vamos atravessar um período muito difícil na sociedade portuguesa, não vale a pena esconder», afirmou Carlos Costa, durante o 15º aniversário da Associação dos Amigos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Além disso, o responsável disse que é «também o tempo em que o movimento voluntário se põe à prova» para combater a crise.

«Vivemos numa sociedade de consumidores de acontecimentos em vez de produtores. O voluntário tem a possibilidade de passar do sofá para a vida onde intervém e produz acontecimentos», defendeu.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

rimeiras análises da ASAE a pepinos espanhóis deram negativo
As primeiras análises realizadas pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a pepinos espanhóis, retidos num armazém em Portugal, para detectar a presença da bactéria E.Coli deram negativo.

A ASAE desencadeou, entre sexta e terça-feira, uma "operação de controlo" para verificar se havia à venda em Portugal pepinos provientes de Espanha. Esta acção foi realizada antes de a Alemanha ter anunciado que, ao contrário do que se pensava, a origem do surto infeccioso com a bactéria Escherichia coli (E.Coli) não estava nos pepinos espanhóis.
Segundo informação disponibilizada no site, a ASAE informa que foram fiscalizados 241 operadores económicos e retidos 6,4 toneladas de produto.
O produto encontra-se no Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE, para verificação, de 25 amostras de pepino.
Uma fonte da ASAE revelou esta quinta-feira à agência Lusa que "uma parte das análises já foi feita e deram negativo".
"Ainda faltam fazer outras análises, mas para já os resultados destas foram negativos", acrescentou a mesma fonte.
O surto infeccioso da bactéria E.Coli foi detectado na Alemanha na semana passada, tendo entretanto provocado 18 mortos e afectado milhares de pessoas.
Apesar de as autoridades terem inicialmente atribuído o surto à contaminação de pepinos espanhóis, a origem da infecção continua desconhecida.

sábado, 28 de maio de 2011

Portugal continental, com excepção da região Norte, vai registar nos próximos sete dias elevadas concentrações de pólenes no ar, predominando os pólenes de oliveira e gramíneas, segundo o Boletim Polínico da Sociedade Portuguesa de Alergologia hoje divulgado.

O boletim semanal da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) visa informar a população sobre as concentrações polínicas no ar a partir de dados obtidos através da leitura de vários postos de recolha contínua dos pólenes em diferentes regiões do país, para permitir a quem sofre de alergias agir preventivamente.

Para a semana de 27 de Maio a 02 de Junho, prevêem-se "concentrações muito elevadas de pólen no ar atmosférico em todo o continente (com exceção da região Norte) e concentrações baixas nos arquipélagos dos Açores e da Madeira", refere o boletim polínico.

O alerta da SPAIC vai particularmente para os doentes com alergia a pólenes de oliveira e gramíneas, que podem atingir concentrações muito elevadas nas regiões Centro e Sul do país.

No Norte e região do Porto, os pólenes encontram-se em níveis moderados a elevados, com destaque para os de oliveira, carvalho e gramíneas.

Os pólenes também se encontram em níveis muito elevados na região Centro e região de Coimbra, predominando os de oliveira, gramíneas, azinheira, carvalho, sobreiro e ervas parietária, tanchagem e azeda.

sábado, 21 de maio de 2011


A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) lançou uma petição online contra a medida anunciada por Passos Coelho sobre a extinção do Ministério da Cultura (MC). O objectivo é mostrar o descontentamento dos autores e artistas que defendem que a Cultura deverá continuar a ter um Ministério próprio no próximo Governo.




“A despromoção da cultura de um Ministério para uma Secretaria de Estado não faz sentido nenhum, a capacidade de decisão de um ministro é diferente de um secretário de Estado”, disse ao PÚBLICO José Jorge Letria, presidente da SPA e responsável pela criação da petição.

“E se por acaso a tutela da Cultura ficar com o Primeiro-ministro, então eu gostava de saber como é que um primeiro-ministro tem tempo para se dedicar a este sector? Se já o próprio Ministro da Cultura tem muitas vezes dificuldades em falar com o primeiro-ministro...”, acrescentou Letria, para quem a petição é uma forma do sector mostrar o seu descontentamento.

Apesar de ter sido criada a 2 de Maio, a petição ganhou maior destaque esta semana depois da polémica dos últimos dias entre o actual Governo socialista e o PSD, cujo líder afirmou no fim-de-semana que, no caso de vencer as legislativas de 5 de Junho, o seu Governo não terá ministro da Cultura.

“Foi longo e complexo o caminho que conduziu à criação de um Ministério da Cultura em Portugal, o qual, devido ao facto de os governos não costumarem atribuir à Cultura importância estratégica, nunca dispôs da dotação orçamental que os criadores merecem e os titulares da pasta consideram indispensável para levarem à prática políticas que acham adequadas e inadiáveis no quadro da vida portuguesa”, pode-se ler na petição disponível online.

Para José Jorge Letria, a actual crise não é desculpa para as medidas anunciadas. “A Irlanda também tem crise e, no entanto, é dos países onde se lê mais. Do ponto de vista político esta medida é lamentável e não tranquiliza os autores”, atesta.

Actualmente com 432 signatários, à hora de escrita desta notícia, entre eles algumas caras conhecidas da diferentes áreas da cultura como Vitorino, João Gil, Susana Félix, Pedro Tamen, António Victorino D'Almeida, António Torrado, José Cabeleira, Pedro Osório e Luísa Costa Gomes, a petição é apenas um protesto público mas Letria garante que assim que o Governo estiver designado, outras medidas serão tomadas, acusando os políticos de apenas procurarem os autores e artistas quando precisam dos seus nomes nas suas listas.

“Para já não nos adianta falar com um Governo demissionário mas depois das eleições queremos este assunto esclarecido e preferimos falar com um ministro do que com um secretário de Estado.”

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Esgotado remédio contra o Parkinson

Um dos principais medicamentos para o tratamento dos sintomas da doença de Parkinson - o Parkadina - está esgotado em Portugal e há quase um mês que cerca de 5 mil doentes estão a ser afectados com a sua falta. O Infarmed não tem data prevista para a sua reposição.