A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) lançou uma petição online contra a medida anunciada por Passos Coelho sobre a extinção do Ministério da Cultura (MC). O objectivo é mostrar o descontentamento dos autores e artistas que defendem que a Cultura deverá continuar a ter um Ministério próprio no próximo Governo.
“A despromoção da cultura de um Ministério para uma Secretaria de Estado não faz sentido nenhum, a capacidade de decisão de um ministro é diferente de um secretário de Estado”, disse ao PÚBLICO José Jorge Letria, presidente da SPA e responsável pela criação da petição.
“E se por acaso a tutela da Cultura ficar com o Primeiro-ministro, então eu gostava de saber como é que um primeiro-ministro tem tempo para se dedicar a este sector? Se já o próprio Ministro da Cultura tem muitas vezes dificuldades em falar com o primeiro-ministro...”, acrescentou Letria, para quem a petição é uma forma do sector mostrar o seu descontentamento.
Apesar de ter sido criada a 2 de Maio, a petição ganhou maior destaque esta semana depois da polémica dos últimos dias entre o actual Governo socialista e o PSD, cujo líder afirmou no fim-de-semana que, no caso de vencer as legislativas de 5 de Junho, o seu Governo não terá ministro da Cultura.
“Foi longo e complexo o caminho que conduziu à criação de um Ministério da Cultura em Portugal, o qual, devido ao facto de os governos não costumarem atribuir à Cultura importância estratégica, nunca dispôs da dotação orçamental que os criadores merecem e os titulares da pasta consideram indispensável para levarem à prática políticas que acham adequadas e inadiáveis no quadro da vida portuguesa”, pode-se ler na petição disponível online.
Para José Jorge Letria, a actual crise não é desculpa para as medidas anunciadas. “A Irlanda também tem crise e, no entanto, é dos países onde se lê mais. Do ponto de vista político esta medida é lamentável e não tranquiliza os autores”, atesta.
Actualmente com 432 signatários, à hora de escrita desta notícia, entre eles algumas caras conhecidas da diferentes áreas da cultura como Vitorino, João Gil, Susana Félix, Pedro Tamen, António Victorino D'Almeida, António Torrado, José Cabeleira, Pedro Osório e Luísa Costa Gomes, a petição é apenas um protesto público mas Letria garante que assim que o Governo estiver designado, outras medidas serão tomadas, acusando os políticos de apenas procurarem os autores e artistas quando precisam dos seus nomes nas suas listas.
“Para já não nos adianta falar com um Governo demissionário mas depois das eleições queremos este assunto esclarecido e preferimos falar com um ministro do que com um secretário de Estado.”
“E se por acaso a tutela da Cultura ficar com o Primeiro-ministro, então eu gostava de saber como é que um primeiro-ministro tem tempo para se dedicar a este sector? Se já o próprio Ministro da Cultura tem muitas vezes dificuldades em falar com o primeiro-ministro...”, acrescentou Letria, para quem a petição é uma forma do sector mostrar o seu descontentamento.
Apesar de ter sido criada a 2 de Maio, a petição ganhou maior destaque esta semana depois da polémica dos últimos dias entre o actual Governo socialista e o PSD, cujo líder afirmou no fim-de-semana que, no caso de vencer as legislativas de 5 de Junho, o seu Governo não terá ministro da Cultura.
“Foi longo e complexo o caminho que conduziu à criação de um Ministério da Cultura em Portugal, o qual, devido ao facto de os governos não costumarem atribuir à Cultura importância estratégica, nunca dispôs da dotação orçamental que os criadores merecem e os titulares da pasta consideram indispensável para levarem à prática políticas que acham adequadas e inadiáveis no quadro da vida portuguesa”, pode-se ler na petição disponível online.
Para José Jorge Letria, a actual crise não é desculpa para as medidas anunciadas. “A Irlanda também tem crise e, no entanto, é dos países onde se lê mais. Do ponto de vista político esta medida é lamentável e não tranquiliza os autores”, atesta.
Actualmente com 432 signatários, à hora de escrita desta notícia, entre eles algumas caras conhecidas da diferentes áreas da cultura como Vitorino, João Gil, Susana Félix, Pedro Tamen, António Victorino D'Almeida, António Torrado, José Cabeleira, Pedro Osório e Luísa Costa Gomes, a petição é apenas um protesto público mas Letria garante que assim que o Governo estiver designado, outras medidas serão tomadas, acusando os políticos de apenas procurarem os autores e artistas quando precisam dos seus nomes nas suas listas.
“Para já não nos adianta falar com um Governo demissionário mas depois das eleições queremos este assunto esclarecido e preferimos falar com um ministro do que com um secretário de Estado.”
Sem comentários:
Enviar um comentário