
O sociólogo Boaventura Sousa Santos defendeu esta terça-feira que os portugueses deviam recusar-se a pagar a dívida do Estado, evocando o exemplo da Islândia, ao intervir numa conferência promovida pela Associação Abril, em Lisboa. «Nós não sabemos como chegámos a esta dívida porque ela foi feita nas nossas costas», argumentou o professor da Universidade de Coimbra, que admitiu, no entanto, que a ajuda financeira a Portugal por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI) «é essencial». As ideias do catedrático foram defendidas na conferência «Mundo em mudança: perspectivas de um novo modelo económico e de novos paradigmas civilizacionais», organizada no âmbito das comemorações do 25 de Abril. Na sua intervenção, Boaventura Sousa Santos defendeu «uma democracia mais participativa» em que os cidadãos possam ter «mais poder de decisão», sobretudo no que diz respeito à aplicação de verbas por parte do Governo. «O cidadão pode e deve ter uma palavra para decidir onde é que o seu dinheiro é aplicado. Se isso acontecesse não tínhamos comprado submarinos, por exemplo», sustentou. Boaventura Sousa Santos, que dirige o Observatório Permanente de Justiça (OPJ), foi uma das personalidades recebidas pela «troika» no âmbito das negociações para a ajuda externa a Portugal.
Acho que o que ele está a dizer e u total absurdo.
ResponderEliminarSe estamos com esta divida a culpa e inteiramente nossa. E como podemos gerir um país se nem conseguimos acatar com as nossas responsabilidades ? É por isto que o pais nâo vai para a frente , porque ainda há pessoas que pensam desta maneira !
Concordo Mário! Imaginem os empresários ou os governos estrangeiros interessados em investir em Portugal (e cria emprego e riqueza) perante a notícia de que Portugal não paga o que deve! Pois, nem cá punham os pés! Fugiam para outro país. Mais, ninguém nos vendia ou comprava coisa pois iriam sempre desconfiar de nós!
ResponderEliminarMuito bem visto , nao tinha pensado ainda nessa perspectiva !
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